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O Avanço Lento da Cannabis no SUS de São Paulo: Uma História de Espera e Cautela

Nos últimos meses, os olhos de muitos têm se voltado para São Paulo, onde um processo complexo e demorado envolvendo a distribuição de cannabis medicinal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está se desenrolando. Neste artigo, vamos explorar os desafios, as expectativas e o progresso em direção a essa iniciativa que promete trazer alívio para pacientes que necessitam dessa alternativa terapêutica.


A Promessa da Cannabis Medicinal em São Paulo


Em 31 de janeiro, o governador Tarcísio de Freitas assinou a regulamentação que permitiria a distribuição de cannabis medicinal pelo SUS em São Paulo. No entanto, a promessa enfrentou atrasos, com um prazo de publicação que venceu em 1º de maio, mas que até agora não havia sido cumprido. A ansiedade e a impaciência daqueles que esperam essa regulamentação não são infundadas, pois a cannabis medicinal oferece uma alternativa crucial de tratamento para diversas condições médicas.


José Luiz Gomes do Amaral, coordenador da Comissão de Trabalho para a regulamentação da Lei n° 17.618 de 2023, compartilhou detalhes sobre o processo. Ele admitiu o constrangimento gerado pela lentidão do processo, mas enfatizou a importância de criar um protocolo sólido para garantir que a distribuição de cannabis seja eficaz e segura para os pacientes.


Os Desafios Enfrentados


No entanto, a jornada em direção à distribuição de cannabis pelo SUS em São Paulo não tem sido simples. Assim como a discussão sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal no Supremo Tribunal Federal (STF), a regulamentação da cannabis medicinal enfrenta obstáculos. No caso do STF, a pressão de um Senado com perspectivas conservadoras contribui para a complexidade do processo.


No entanto, a situação em São Paulo parece ser ainda mais complexa. Um grande desrespeito pela falta de comunicação e pela demora na tomada de decisões tem frustrado aqueles que acompanham de perto esse desenvolvimento. Os otimistas esperam que o governo já esteja buscando cotações de licitações ou listando as empresas que poderão participar, mas a falta de informações claras gerou incerteza.


O Futuro da Cannabis Medicinal em São Paulo


Apesar dos desafios, há sinais de progresso. O governo definiu recentemente as regras para as empresas interessadas em participar da licitação para a compra de medicamentos à base de cannabis, e a promessa é de que o processo de licitação seja aberto imediatamente após a publicação do decreto.


Além disso, a inclusão das síndromes de Dravet e Lennonx-Gastaut, além da esclerose múltipla, já está confirmada. No entanto, a esperança de que a dor crônica também fosse incluída na primeira versão da regulamentação foi adiada. O governo argumenta que não há evidências suficientes para justificar o uso generalizado de cannabis para essa condição, mas deixa a porta aberta para casos específicos em que outros tratamentos não são eficazes.


No final das contas, São Paulo está em uma jornada complexa em direção à distribuição de cannabis medicinal pelo SUS. A lentidão e os desafios enfrentados podem ser frustrantes, mas a promessa de oferecer tratamentos alternativos e alívio para pacientes continua forte. Esperamos que o governo cumpra seu compromisso em breve, trazendo alívio não apenas para os pacientes, mas também para toda uma sociedade ansiosa por avanços em meio a tantos retrocessos.

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